30 segundos. Este é o tempo que um elixir oral demora a destruir o novo coronavírus, segundo testes feitos em laboratório pela Universidade de Cardiff.

Os resultados preliminares, divulgados esta terça-feira, mostram que cloreto de cetilpiridínio, presente em vários elixires, mostram “sinais promissores” a travar a ação da SARS-C-o-V-2.

O cloreto é utilizado normalmente como um ingrediente ativo em vários elixires, pastas dentífricas e sprays, tendo como principal missão ajudar a prevenir a gengivite e a placa bacteriana.

O estudo foi desenvolvido em laboratório, utilizando várias marcas distintas de elixires orais. O próximo passo, afirma o relatório da Universidade de Cardiff, é examinar o quão eficiente estes agentes são a reduzir a carga viral na saliva dos pacientes infetados com covid-19.

A investigação, dirigida pelo professor David Thomas, tentou mimetizar as condições e as características da nasofaringe e orofaringe humanas.

Embora os elixires bocais mostrem ser eficientes na erradicação do vírus em laboratório, precisamos de observar se o mesmo acontece nos pacientes”, sublinha David Thomas.

A investigação entra agora numa nova fase: um ensaio clínico de 12 semanas para averiguar se os componentes que constituem a maior parte dos elixires vendidos sem receita médica.

A Universidade de Cardiff espera apresentar novos resultados no primeiro trimestre de 2021.