A oeste da cidade de Nápoles, em Itália, após 500 anos adormecidos, os Campos Flégreos (ou Campi Flegrei, em italiano), são um supervulcão que pode estar a acordar e a aproximar-se de um “estado crítico”, segundo aponta um novo estudo do jornal Nature Communications.

Não estamos a falar de um único vulcão em forma de cone, mas sim de uma formação vulcânica denominada por "supervulcão". Esta tem perto de 12 quilómetros, com 24 crateras e grandes edifícios vulcânicos, grande parte sob o mar Mediterrâneo.

Cerca de 500 mil pessoas que vivem perto da região podem ser afetadas, já que, como descrevem os investigadores, “o magma pode estar a aproximar-se da pressão de desgaseificação crítica no Campi Flegrei”, que se encontra “numa das áreas mais densamente habitadas do mundo e onde a aceleração da deformação e aquecimento [principais sinais de erupção] estão a ser observados”.

Apesar da possibilidade de uma erupção estar longe de ser determinada com exatidão, a libertação súbita de gases magmáticos quentes pode ocorrer num futuro próximo. Esta situação conduziu a um estado de alerta acionado pelo governo italiano.

O nível de ameaça “verde” passou rapidamente para “amarelo” e requer um constante trabalho de investigação e monitorização científica.