O vereador do Ambiente da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, anunciou esta quarta-feira que a autarquia quer instalar 600 postos de carregamento de veículos eléctricos na cidade até ao fim do mês para estimular uma mobilidade mais sustentável, noticia a Lusa.

Na assinatura de um memorando que prevê a troca de experiências e conhecimentos entre cidades europeias sobre veículos eléctricos entre dez cidades europeias, Sá Fernandes avançou que a autarquia espera instalar 600 postos de carregamento até ao fim do mês.

«Lembro-me bem que há dois anos pouca gente acreditava nesta viragem na mobilidade da cidade, mas acredito que vamos ultrapassar o cepticismo, porque os veículos elétricos são o futuro», considerou.

No fim da assinatura do memorando do consórcio EVUE (Electric Vehicles in Urban Europe), Sá Fernandes disse aos jornalistas a Câmara pensou em «sítios públicos» para a instalação destes carregadores: «Nos parques de estacionamento da EMEL (Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento) em algumas zonas residenciais da cidade».

Questionado sobre se a Câmara estaria a pensar em medidas para beneficiar os proprietários de veículos elétricos, como vantagens nos custos do estacionamento na cidade, o autarca respondeu que sim, mas que ainda não está nada decidido.

O vereador do ambiente disse também que a Câmara «procura investir na frota municipal» e que «no próximo ano espera ter grande parte da frota municipal a energia elétrica».

Sá Fernandes lembrou que, além dele próprio, também o presidente da Câmara, António Costa (PS), e outros dois vereadores [do urbanismo e da modernização administrativa, Manuel Salgado e Graça Fonseca], já usam o carro elétrico há cerca de quatro meses.

Além dos veículos elétricos para o Executivo, na Câmara também os veículos de limpeza da cidade são movidos a electricidade, o que totaliza cerca de 30 veículos eléctricos da autarquia.

A autarquia vai lançar «um concurso muito para breve para adquirir mais veículos eléctricos» e, simultaneamente, começar a diminuir a sua frota automóvel, avançou o autarca.

O vereador do Ambiente admitiu que, mesmo com a aquisição dos novos veículos eléctricos, esta é uma medida que «compensa muito economicamente: é uma diferença de 10 para um no preço do combustível, a manutenção é muito mais barata e mesmo que os carros sejam mais caros acreditamos que em três anos temos essa diferença, de cerca de seis mil euros, paga».

Durante a apresentação do consórcio da EVUE, Sally Kneeshaw, uma das suas porta-vozes, afirmou que os «veículos elétricos são importantes para diminuir a emissão de dióxido de carbono, o barulho, a dependência de combustíveis fósseis e aumentar a qualidade de vida e do ar».

Com este memorando, as dez cidades (a portuguesa Beja, a britânica Londres, a espanhola Madrid, a alemã Frankfurt, a sueca Estocolmo, a norueguesa Oslo, a polaca Katowice, a romena Suceava e a grega Zografou) comprometeram-se a partilhar experiências de modo a «criar uma verdadeira rede de cidades promotoras da mobilidade elétrica na Europa».