Ambicioso, o plano espacial chinês está desenhado para que o país alcance rapidamente os líderes na exploração do sistema solar, Estados Unidos e Rússia.

O nosso objetivo global é de que, por volta de 2030, a China estará entre as maiores potências espaciais do mundo", sublinhou Wu Yanhua, chefe da Administração Espacial chinesa.

Em Pequim, revelou as próximas metas da exploração espacial, na qual o governo chinês tem estado a investir, mais do que as outras potências na matéria.

Até 2018, pretende colocar uma sonda no lado mais distante da lua, sendo que a hipótese de aí enviar um astronauta não está totalmente descartada.

Depois, mais ambicioso, o programa contempla o lançamento de uma sonda para a órbita de Marte e, de seguida, um robô capaz de recolher amostras da superfície do planeta. Um protótipo já tinha sido concebido e apresentado no passado mês de agosto.

Recuperar o tempo perdido

Se alcançar o quarto planeta a partir do Sol, conhecido pela cor avermelhada devido ao óxido de ferro existente na sua superfície, parece um objetivo ambicioso, o responsável chinês adiantou mesmo que Júpiter e as suas luas também estão na órbita de Pequim. Sem referir datas, Wu Yanhua confessou haver planos para enviar sondas até lá.

Atrasada face a outras grandes potências mundiais, a China tem vindo a investir fortemente no seu programa espacial. Tendo em conta, sobretudo, que só em 1970 colocou em órbita o seu primeiro satélite, um ano após Neil Armstrong ter pisado a Lua.

Com muito investimento, desde 2003, a China colocou um robô na Lua e lançou um laboratório espacial que pretende ser uma primeira etapa para uma futura estação de 20 toneladas.

Nos últimos anos, os chineses colocaram também no espaço cinco equipas de astronautas, tornando-se o terceiro país a consegui-lo, após a então União Soviética, com o pioneiro Iuri Gagarin, e os Estados Unidos da América.