O mundo continua quente. As temperaturas são demasiado altas e ameaçam populações humanas, animais e a biodiversidade num todo. Um relatório da NASA, apresentado esta quarta-feira, mostra que as temperaturas, no solo e nos oceanos, registadas no último ano são as quartas mais latas desde que há registos, mas pode haver uma boa notícia. 

Desde 1880 a temperatura média global passou de 0,1 graus Celcius para 1,1º Celcius. O número pode parecer insignificativo à primeira vista, mas altera por completo o bem estar dos ecossistemas. O mais alarmante deste números é a subida de mais de três graus registada no Ártico e que contribui para o degelo das calotes polares. O degelo, daqueles que são as maiores reservas de água doce do mundo, é um dos fatores que contribui para o aumento do nível médio das águas do mar. 

O ano foi marcado por períodos de seca extrema na Austrália, EUA e na Europa. Um dos marcos para os cientistas é o facto de 18 dos 19 anos mais quentes terem sido registados depois de 2001.

O recorde da temperatura mais alta foi registado em 2016, mas daí até agora há uma tendência para a diminuição da temperatura. Aqui reside uma janela de oportunidade para alterar o paradigma que ameaça as espécies que habitam o planeta azul. 

A subida das temperaturas coloca em risco diversas espécies como os corais, no Oceano Índico e Pacífico, bem como espécies de urso polar no Ártico, entre outras. A ONU mantém os avisos sobre as alterações climáticas e apela para o cumprimento do Acordo de Paris. Desde a assinatura deste tratado sobre o clima por diversos países, em 2015, que a tendência passou a ser descendente.