Já é possível saber onde andam os cientistas portugueses em todo o mundo. Basta entrar na rede Global Portuguese Scientists (GPS) e, ao pesquisar, encontra os cientistas que procura no estrangeiro.

Pode procurar pelo nome, a associação, o país, instituição ou a área científica: seja de que forma for, saberá o que liga os investigadores portugueses em todo o mundo.

Numa contagem desde 2009 até 2016, França, Reino Unido e Estados Unidos são os locais onde existem o maior número de cientistas portugueses.

A rede GPS foi criada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, em colaboração com outras entidades.

Um “Facebook” para cientistas

Os investigadores só têm que registar-se, com a condição de ter estado ou de estar no estrangeiro pelo menos três meses consecutivos.

Ao entrar na plataforma, é lhe indicado que a GPS está organizada em comunidades, onde pode consultar as atividades, fotos, links, outros membros e até adicioná-los.

Existe também uma espécie de mural de notícias, onde o que é publicado pelos utilizadores pode ser visualizado. Também pode juntar-se a outros grupos de acordo com o tema do seu interesse.

Segundo o coordenador da plataforma, David Marçal, em declarações à Lusa, a GPS ajuda a “conhecer a mobilidade dos investigadores portugueses” e a “fomentar contactos com a diáspora científica”.

Na realidade, não se conhece os percursos dos investigadores, quanto tempo ficam nos países, e se mudam de países. Perdemos o rasto".

Para o coordenador, apesar de não ser exata a localização, "aproximar a diáspora científica da sociedade portuguesa, de modo a aumentar a sua visibilidade e o seu reconhecimento” é um ponto crucial.

A plataforma será apresentada esta terça-feira, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Redação / CS