As sequóias filtram o ar, os solos e a água e são capazes de remover grande parte das emissões poluidoras de dióxido de carbono, a principal causa do aquecimento global. Até agora, os cientistas acreditavam na impossibilidade de clonar estas árvores, por se tratar de um processo algo particular. No entanto, isto pode estar prestes a mudar.

As sequóias replicam-se a si próprias de forma circular, o que dá origem aos chamados “anéis de fada”. O decréscimo do seu tempo de vida levou a que a autoreprodução ficasse comprometida e a espécie em vias de extinção.

Archangel Ancient Tree Archive, responsável pelo estudo que veio mostrar que esta tendência pode estar a mudar, é a organização norte-americana sem fins lucrativos que propaga as maiores árvores do mundo pelo planeta.  

A solução foi encontrada nas sequóias que cresciam na zona litoral da Califórnia. Estas árvores continham brotos basais (material vivo) à volta da sua base. A partir desse material, os arboristas conseguiram desenvolver uma espécie de semente que possibilita a plantação de mais árvores.

As sequóias absorvem grandes quantidades de dióxido de carbono, que armazenam nos seus troncos, e vão libertando o oxigénio que respiramos. Como o seu tempo de vida é maior que o das outras árvores, a sua capacidade de retenção de dióxido de carbono também é maior, pelo que são muito mais eficazes no combate às alterações climáticas.

Estas árvores têm a capacidade de combater as alterações climáticas e de revitalizar as florestas e a nossa ecologia de uma forma nunca antes vista (...) estamos muito entusiasmados por estabelecer uma base para a recuperação ambiental”, concluiu David Milarch, fundador do Archangel Ancient Tree Archive, citado pelo Quartz.

O processo de plantação já está em curso e já há várias sequóias nos bosques do Canadá, Inglaterra, País de Gales, França, Nova Zelândia e Austrália a crescer, aumentando desta forma a confiança de que os resultados do estudo se confirmem com sucesso.