A companhia de caminhos de ferro chinesa (CRRC) anunciou esta quarta-feira que completou a construção do protótipo de um comboio que vai andar a 600 quilómetros por hora, tornando-se o comboio mais rápido do mundo. Este novo comboio utiliza a moderna tecnologia de levitação magnética (maglev), que permite que o comboio ande sem qualquer contacto com o chão, o que diminui a fricção e, como consequência, aumenta a velocidade do corpo (comboio).

O lançamento deste comboio está previsto para 2021 e tem como objetivo concorrer com as viagens de avião, que continuam a ser essenciais na China, o terceiro maior país do mundo. Os envolvidos no projeto esperam que este novo comboio revolucione a forma de viajar na China.

O responsável pelo projeto, Ding Sansan, disse aos meios de comunicação que o novo comboio fará a viagem entre Pequim e Xangai em três horas e meia. O atual percurso demora, em média, cinco horas e meia. Se a viagem for feita de avião deverá demorar perto de duas horas e meia.

O comboio entra agora numa demorada e complexa fase de testes. A primeira fase deverá ficar concluída em 2020, para no ano seguinte ser feito o lançamento comercial.

Além de ser o mais rápido do mundo, está previsto que o novo comboio seja muito leve, o que permitirá reduzir os custos da CRRC na produção da máquina. Até agora, a fraca viabilidade económica dos maglev's era uma das razões para não existirem mais comboios deste género. Este deverá ser o primeiro comboio maglev a operar uma longa distância no mundo. Atualmente, o comboio mais rápido do mundo é maglev e também é chinês, mas percorre apenas 30 quilómetros de percurso.

Também o Japão está a testar esta tecnologia, tendo em prática um projeto que prevê a comercialização de um comboio maglev até 2027. A locomotiva japonesa também deverá chegar aos 600 quilómetros por hora.