A Polícia Judiciária (PJ) alerta para os perigos dos ciberataques relacionados com a pandemia do novo coronavírus. Anda a circular o aconselhamento de aplicações, como por exemplo a Covid19 Tracker, que mais não são do que meios de “infeção de equipamentos com malware, inclusive da tipologia do ransomware”.

“Os contextos de crise de proporções internacionais são, tradicionalmente, explorados por atores hostis do ciberespaço para sustentarem as suas campanhas de ciberataques no alarmismo social e na atenção mediática global sobre o tema”, alerta a Polícia Judiciária em comunicado.

A PJ sublinha que “a atual pandemia associada à propagação do vírus COVID-19 não tem sido exceção, tendo este tema sido selecionado por um número elevado de agentes de ciberameaças como cobertura para as suas campanhas de ciberataques”.

Assim, além das aplicações, têm-se verificado situações como “campanhas de phishing (por email, SMS ou por redes sociais) a coberto da imagem de entidades oficiais como a Organização Mundial de Saúde, a UNICEF ou centros de investigação e laboratórios do setor da saúde, com conteúdos alusivos à pandemia, inclusive ficheiros em anexo, e orientado para a captação de dados pessoais das vítimas ou para a infeção dos seus dispositivos com malware”.

A PJ alerta ainda para “esquemas de fraude digital partilhados por email ou em redes sociais, que divulgam iniciativas de crowdsourcing para a recolha de donativos para falsas campanhas de compra de material médico ou de proteção pessoal”.

Mas não é só. A Judiciária alerta também para “SMS enviados informando que, de acordo com a lei, estão a ser aplicadas medidas extraordinárias para o combate ao COVID-19, e que todos os cidadãos nacionais serão vacinados, sendo garantido um reembolso dos custos pelo governo. Para tal, bastaria pagar uma determinada quantia indicada no SMS e através do registo no link enviado seriam posteriormente ressarcidos”.

Ora, tudo isto é falso e não passa de tentativas para aceder aos seus equipamentos e aceder aos seus dados. Tal como a PJ aconselha, certifique-se da fonte onde está a ir buscar informação e dê prioridade às “fontes oficiais e reputáveis de informação”. 

  
/ MM