O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) vai participar num estudo-piloto da Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa o estabelecimento do primeiro controlo internacional para o antigénio do SARS-CoV-2, anunciou esta quinta-feira a instituição.

O Laboratório Nacional de Referência para o vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do INSA foi selecionado pela OMS para participar neste estudo que permitirá à OMS produzir material de referência que possibilite a comparabilidade de resultados entre diferentes testes TRAg (testes de antigénio), refere o instituto num comunicado publicado no seu ‘site’.

A comparação do desempenho da grande variedade de testes para a pesquisa de antigénio de SARS-CoV-2, disponível atualmente, será otimizada com a disponibilização do 1.º Controlo Internacional da OMS para o antigénio do SARS-CoV-2”, salienta.

De acordo com o INSA, este controlo internacional será posteriormente utilizado para aferir o desempenho dos testes de pesquisa de antigénio por parte dos produtores, mas também pelos laboratórios que os realizam para o diagnóstico da covid-19.

O trabalho laboratorial do INSA será desenvolvido através de um teste TRAg, atribuído pela OMS, para a análise de amostras de referência.

Durante o estudo, serão avaliadas várias amostras de antigénio de SARS-CoV-2, o vírus que provoca a doença covid-19, candidatas ao controlo standard internacional, utilizando diferentes testes de pesquisa de antigénio selecionados para a deteção da nucleoproteína (N) e/ou da proteína da espícula (S) do SARS-CoV-2.

Os laboratórios participantes avaliarão o painel de amostras e respetivas diluições, em triplicado e em dois momentos, sendo reportados os resultados ao National Institute for Biological Standards and Control (NIBSC) para a realização da análise global em colaboração com a OMS.

O LNRVG tem como missão identificar e caracterizar os vírus influenza em circulação, assim como a deteção de vírus emergentes com potencial pandémico como os coronavírus (entre eles o SARS-CoV-2), sendo responsável pela vigilância epidemiológica da gripe, em colaboração com o Departamento de Epidemiologia.

A experiência adquirida na área da vigilância e diagnóstico laboratorial da gripe e de outros vírus respiratórios foi essencial para atuação do INSA no contexto da atual situação epidemiológica provocada pelo SARS-CoV-2, tanto a nível nacional como internacional”, refere a instituição.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.500.321 mortos no mundo, resultantes de mais de 168,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.022 pessoas dos 847.006 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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