Um estudo publicado pela Universidade de Amsterdão afirma que uma pessoa declarada como imune ao novo coronavírus pode ser infetada após um período de seis meses.

Durante 35 anos, os investigadores testaram regularmente dez homens de idades compreendidas entre os 27 e os 66 anos para quatro tipos de coronavírus.

A maior parte dos participantes foi infetada dentro de um período de três anos, concluindo que a “imunidade ao coronavírus é de curta duração”.

Registámos uma nova infeção passados 12 meses desde a primeira vez que a pessoa foi infetada e observámos uma redução substancial nos níveis de anticorpos após seis meses”, afirma o estudo.

Entre 1985 e 2020, voluntários foram testados de três em três e de seis em seis meses. Os investigadores descobriram que um grande nível de imunidade “nunca estava presente na nova infeção”. 

Embora os investigadores admitam limitações no estudo, as suas conclusões põem em causa a fiabilidade de um uso alargado de “passaportes de imunidade”, uma proposta que afirma que as pessoas com imunidade à Covid-19 podem deixar de estar limitadas pelas medidas de segurança impostas pela pandemia.