A Apple anunciou este sábado que decidiu aplicar novas medidas para fazer face ao Covid-19. Com a situação na China a melhorar, a empresa anunciou a reabertura das lojas na China continental. Em sentido inverso, todas as lojas fora desse espaço vão ser encerradas até 27 de março.

Este anúncio surge depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter admitido que o epicentro da pandemia passou para a Europa.

Quero expressar a minha profunda gratidão às nossas equipas na China pela sua determinação e espírito", pode ler-se na nota, assinada pelo presidente da empresa, Tim Cook.

Relativamente às medidas tomadas pela empresa na gestão dos seus escritórios, o comunicado refere que a empresa está a apostar na flexibilidade de horários, de modo a reduzir o número de pessoas em espaços físicos.

Isso significa que os funcionários devem trabalhar remotamente, se a sua função assim o permitir", diz a nota.

A gigante dos computadores, que tem quase 500 lojas em 24 países, pretende também suavizar a sua política de licenças "para levar em conta as circunstâncias criadas pela [doença] Covid-19, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados com familiares doentes, quarentenas e a guarda de crianças resultante do encerramento de escolas.

A Apple doou 15 milhões de dólares para ajudar a combater a pandemia, que já provocou a morte a mais de 5.500 pessoas e já infetou perto de 143 mil em todo o mundo.

As 42 lojas da Apple na China foram encerradas quando o país era um dos principais centros da epidemia de Covid-19 e foram reabrindo gradualmente nos últimos dias.

A gigante californiana emitiu um aviso de lucro em meados de fevereiro para alertar que não alcançaria as suas metas de vendas devido à epidemia de coronavírus que começou na China, onde se registam quase 3.200 mortes e mais de 80 mil infetados.

Os seus fornecedores na China também foram afetados pelas medidas de contenção e restrições de tráfego adotadas para conter a epidemia.

/ AG