A farmacêutica AstraZeneca reagiu à confirmação de uma "possível ligação" entre os raros casos de coágulos sanguíneos e a toma da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa anglo-sueca, tendo sido reportadas 18 mortes em cerca de 24 milhões de doses administradas.

Seguindo as recomendações dos reguladores de medicamentos da União Europeia e do Reino Unido, a AstraZeneca informou que vai proceder às alterações pedidas, e que, pressupõem a inclusão dos coágulos sanguíneos como um "potencial efeito secundário extremamente raro". Essa informação vai assim passar a constar da embalagem e da bula do fármaco.

A AstraZeneca trabalha ativamente com os reguladores para implementar as mudanças de informação do produto e já está a investigar os casos individuais, a sua epidemiologia e os possíveis mecanismos que podem explicar estes raros eventos", refere a empresa em comunicado.

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Na mesma nota, a farmacêutica realça que, tanto a Agência Europeia do Medicamento como a Organização Mundial de Saúde, voltaram a reafirmar que os benefícios desta vacina ultrapassam os eventuais riscos associados.

António Guimarães