A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) criticou a circulação de informação errada sobre a vacina da AstraZeneca contra a covid-19, depois de um funcionário da agência ter sido mal interpretado numa entrevista ao jornal italiano La Stampa.

Houve muitos artigos durante o fim-de-semana contendo informações erradas sobre as considerações científicas da EMA relativamente à vacina COVID-19 da AstraZeneca. A posição regulamentar da EMA em relação a esta vacina é clara: o balanço benefício-risco é positivo e a vacina permanece autorizada em todas as populações", refere uma nota da agência europeia.

Marco Cavaleri, responsável pela task force da vacinação da agência europeia, teria dito ao jornal italiano La Stampa, este fim de semana, que "seria preferível deixar de utilizar a vacina AstraZeneca para todos os grupos etários quando existem outras alternativas".

Ora, este artigo, segundo a EMA, citava erroneamente um dos especialistas da agência. "O artigo foi revisto desde então e também solicitámos uma correcção formal", informou a EMA.

No início do passado mês de abril, o mesmo funcionário da EMA suscitou controvérsia quando disse que havia uma ligação "clara" entre a vacinação com AstraZeneca e casos muito raros de trombose.

Após uma análise da vacina, nesse mesmo mês a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu que os benefícios de vacinar com a AstraZeneca continuam a superar os riscos em todos os grupos etários, embora quanto mais velha a pessoa e os contágios, mais claros são os efeitos da proteção.

A agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou ainda a segunda dose desta vacina e não alternar com as de outras farmacêuticas.

Agência Lusa / HCL