Israel foi dos primeiros países a começar a inoculação contra a covid-19 e é, nesta altura, o país com maior taxa de vacinação. De acordo com o The Wall Street Journal, o país já vacinou mais de 12% da população. Isto apesar das especulações sobre uma eventual discriminação dos palestinianos no acesso à vacina.

De acordo com o The Washington Post, o ritmo de vacinação em Israel é tão elevado que está a ser difícil às farmacêuticas fornecer vacinas a um ritmo útil. Com dificuldades em comprar novas doses de vacinas, as autoridades de saúde israelitas ponderam interromper a aplicação da primeira dose nos mais novos, para conseguirem aplicar a segunda dose aos mais idosos.

Uma situação muito diferente da que se vive em países como Estados Unidos, onde a taxa de vacinação mal ultrapassa 1% da população.

Israel está também muito à frente de países como o Canadá (0,3% da população vacinada), a China (0,31%) ou a Rússia (0,55%).

Europa a um ritmo lento

Mas se olharmos para Europa, o fosso na comparação com Israel é ainda maior. A Alemanha, por exemplo, inoculou apenas 0,29% da população até ao momento.

A maioria dos países europeus iniciou já a vacinação, mas a ritmos diferentes. Reino Unido foi o primeiro país a iniciar o processo de vacinação – começou a 8 de dezembro - e é o que já tem maior número de populares vacinados. De acordo com a Euronews, que cita o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, até 1 de janeiro, já tinham sido aplicadas mais de um milhão de doses de vacinas da Pfizer/ BioNtech. Com a aprovação, esta segunda-feira, da vacina da AstraZeneca-Oxford, o ritmo de vacinação no Reino Unido deve acelerar: só esta semana, devem ser aplicadas 530 mil doses.

Se olharmos apenas para a União Europeia (da qual o Reino Unido já não faz parte), a Dinamarca é o país com maior taxa de vacinação, a rondar os 0,78%. Até ao dia 2 de janeiro, 45,800 dos 5,8 milhões de habitantes já tinham recebido a primeira dose da vacina.

Portugal aparece em quinto lugar. Já inoculou 0,16% da população. De acordo com o Ministério da Saúde português, até ao fim do dia de domingo, já tinham sido vacinadas 32 mil pessoas. O número terá aumentado entre esta segunda e terça-feira, com o alargamento da vacinação aos lares de idosos.

Em termos absolutos, a Alemanha distribuiu a maioria das doses de vacinas. Mais de 188.500 foram administradas até 1 de janeiro, de acordo com o Instituto Robert Koch. Porém, em termos percentuais, não foi além dos 0,2%, a mesma percentagem da Estónia.

Lista de países da EU com maior taxa de vacinação:

  • Dinamarca – 0,78%
  • Alemanha – 0,2%
  • Estónia – 0,2%
  • Croácia – 0,19%
  • Portugal – 0,16%
  • Itália – 0,13%
  • Polónia – 0,13%
  • Áustria – 0,07%
  • Bulgária – 0,07%
  • Polónia – 0,07%
  • Grécia – 0,03%
  • Finlândia – 0,03%

Vários países da União Europeia têm sido criticados pela lentidão do processo de vacinação. Entre eles está França. Até 31 de dezembro, apenas tinham sido vacinados 352 franceses. São mais de 67 milhões de habitantes.

O Governo francês promete acelerar o ritmo e antecipou a inoculação de profissionais de saúde com mais de 50 anos em uma semana.

A Holanda está, neste aspeto, na cauda da Europa. Só prevê o início da vacinação a 8 de janeiro.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou a vacina Pfizer/BioNTech a 21 de dezembro. A Comissão Europeia fechou acordos de compra antecipada com várias empresas e garantiu doses suficientes para vacinar os 450 milhões de habitantes do bloco. A primeira entrega da vacina aos Estados membros foi realizada a 26 de dezembro. Cada Estado membro receberá doses com base no tamanho de sua população.

A previsão é que a EMA autorize o uso da vacina Moderna no dia 6 de janeiro.

Manuela Micael