Mais de 160 países, incluindo Portugal, querem participar numa iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) para distribuir equitativamente vacinas para a Covid-19, assim que existam, anunciou esta quarta-feira aquela agência das Nações Unidas.

Em comunicado, a OMS afirma que 75 países – entre os quais Portugal - manifestaram interesse em aderir à COVAX, juntando-se a 90 outros cujo objetivo é conseguir até ao fim de 2021 não só criar uma vacina para o novo coronavírus, mas distribuir dois mil milhões de doses igualmente por todos os participantes.

O plano é fazer uma distribuição proporcional à população de cada país, começando pelos profissionais de saúde e depois cobrindo 20 por cento da população, aumentando as remessas de vacinas à medida “das necessidades, vulnerabilidade ou ameaça da covid-19”.

Com a iniciativa pretende-se também criar uma reserva para enfrentar surtos graves, permitindo controlá-los.

Os países que aderiram à COVAX representam “mais de 60 por cento da população mundial” e são de todos os continentes, contando-se mais de metade das 20 maiores economias mundiais.

Além de pagarem as vacinas que recebem dos seus próprios orçamentos nacionais, os países parceiros devem “partilhar os riscos associados com o desenvolvimento de vacinas, investindo na produção das vacinas para que estas possam ser entregues proporcionalmente assim que se prove que são eficazes”.

As manifestações de interesse destas dezenas de países não são vinculativas, salienta a OMS, que vai “iniciar um processo de consultas” com cada um, que deverá investir desde logo na produção de vacinas e comprometer-se até ao fim de agosto a comprar doses da vacina que venha a ser testada com sucesso.

Em Portugal, morreram 1.676 pessoas das 47.426 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

/ AG