A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla original) alerta esta sexta-feira para a possibilidade da nova variante da covid-19 que foi detetada no Reino Unido poder originar falsos negativos em testes à doença.

O regulador norte-americano está a efetuar um estudo à variante B.1.1.7, que se crê ser até 70% mais contagiosa que o vírus inicial da covid-19. Explicam os especialistas que pode ocorrer um falso positivo pode ocorrer com qualquer teste molecular caso essa mutação surja na parte que foi testada.

A FDA lembra que o vírus SARS-CoV-2 pode "mudar ao longo do tempo, como todos os vírus, resultando de uma variação genética nas diferentes cadeias virais".

Com esta nova descoberta, o regulador está a encetar esforços para garantir que os testes continuam a ser o mais eficazes possível, estando em permanente contacto com os fabricantes dos testes e em constante análise dos dados mais recentes.

A FDA vai continuar a monitorizar as variantes virais para assegurar que os testes autorizados conferem eficácia aos resultados", acrescenta.

A descoberta da nova variante da covid-19 levou a um forte apertar de restrições em vários países, nomeadamente no Reino Unido, onde foi detetada pela primeira vez. Os primeiros casos foram reportados no sul do país e na zona de Londres, sendo que o governo britânico já anunciou o regresso a um confinamento, que deverá durar pelo menos até meados de fevereiro.

O Reino Unido regista mais de 50 mil casos diários há onze dias consecutivos. Esta sexta-feira bateu todos os recordes, com mais de 68 mil casos e mais de 1.300 mortes.

Portugal também já confirmou que a nova variante circula no país, onde terá entrado pelo arquipélago da Madeira, chegando depois ao continente.

António Guimarães