A Rússia vai começar os ensaios clínicos de uma vacina contra a Covid-19 em 50 soldados que se ofereceram para participar nos testes, anunciou esta terça-feira o Ministério da Defesa.

Para verificar a segurança e eficácia da vacina, 50 militares, incluindo cinco mulheres, voluntariaram-se para participar nos ensaios clínicos", afirmou o Ministério num comunicado.

A vacina foi desenvolvida com a participação de especialistas militares do Centro de Investigação Científica n.º 48 do Ministério da Defesa, uma das instalações onde será realizado o ensaio clínico.

Segundo o comunicado de imprensa, o primeiro grupo de voluntários entrará na quarta-feira no centro, onde os militares serão submetidos a exames médicos exaustivos antes do início dos testes clínicos.

Em 26 de maio, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, informou o presidente russo, Vladimir Putin, que os testes clínicos da vacina serão concluídos antes do final de julho.

O Governo russo anunciou que sete centros científicos no país estão a trabalhar no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 e medicamentos para combater a doença, causada pelo novo coronavírus.

No fim de semana, o Ministério da Saúde anunciou o registo do primeiro medicamento específico para o tratamento de Covid-19.

Segundo os investigadores que criaram o medicamento Afivavir, este foi desenvolvido a partir do antiviral japonês Favipivarir, é altamente eficaz contra o novo coronavírus e, em 11 de junho, os hospitais receberão medicamento para 60.000 tratamentos.

Estamos focados em encontrar um componente farmacêutico para controlar a situação (epidémica). Se obtivermos tecnologia médica com a ajuda de medicamentos, voltaremos ao caminho normal", disse o ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Musrashko, segundo a agência Interfax.

Atualmente, a Rússia regista 423.741 casos de Covid-19 (8.863 nas últimas 24 horas) e 5.037 mortes por essa doença (182 no último dia), segundo os dados oficiais.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 373 mil mortos e infetou mais de 6,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Cerca de 2,6 milhões de doentes foram considerados curados.

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