A primeira das quatro vacinas experimentais contra a Covid-19 a serem testadas pela Pfizer e a sua parceira alemã BioNTech mostrou resultados encorajadores em 45 participantes em testes precoces.

Os voluntários receberam, com um mês de intervalo, duas doses baixas ou médias da vacina e registaram respostas positivas no sistema imunitário de pacientes saudáveis.

Uma dose alta da vacina não foi ministrada porque, segundo os investigadores, iria provocar efeitos colaterais mais intensos sem aparente benefício adicional.

Dor no local da injeção e febre foram alguns dos efeitos secundários que os voluntários notaram, mas o estudo preliminar garante que este tipo de sintomas são naturais.

As conclusões foram publicadas no site medRxiv, mas os cientistas ainda não as validaram. 

Os estudos indicam que a vacina estimulou o sistema dos voluntários a produzir anticorpos contra a Covid-19, no entanto ainda não é conhecido se um nível mais elevado de anticorpos é capaz de gerar imunidade à doença causada pelo novo coronavírus. 

A Pfizer pretende ainda abrir um estudo em larga escala durante o verão que ditará conclusões sobre a capacidade da vacina em gerar imunidade. Se os resultados forem positivos, a farmacêutica conta produzir 1,2 mil milhões de vacinas até ao final do próximo ano.

Atualmente, há cerca de 15 candidatas a uma potencial vacina contra a Covid-19 a realizarem ensaios clínicos em todo o mundo.

As vacinas da Pfizer e da BioNTech distinguem-se por usarem uma parte do código genético do novo coronavírus para que o próprio organismo crie anticorpos para combater a doença.