A investigação demonstrou que, após a infeção com SARS-CoV-2, os antigénios virais estimulam o sistema imunitário do organismo a produzir anticorpos, que podem ser detetados com testes de deteção de IgM e IgG.

Os testes irão avaliar os doentes que ganharam imunidade ao novo coronavírus, despistando assim quem não corre perigo e não necessita de vacina (quando esta estiver disponível) e permitirão também identificar e manter em segurança os doentes sem imunidade, enquanto a pandemia se mantiver.

Em comunicado, a vice-presidente da Beckman Coulter afirmou que “as análises de anticorpos desempenham um papel fundamental na compreensão do nível de imunidade que um indivíduo desenvolveu contra o SARS-CoV-2”.  

Kathleen Orland acrescentou que “este tipo de entendimento poderia ajudar a identificar aqueles que necessitam de vacina quando esta estiver disponível, ou determinar quando um indivíduo infetado poderá regressar em segurança ao trabalho”.

Já o diretor médico da empresa garantiu que “com esta capacidade de avaliar a imunidade dos doentes com SARS-CoV-2, este teste pode permitir que os clínicos decidam com segurança qual o pessoal hospitalar - dos serviços de urgência e outros - que poderão voltar à rotina de trabalho, com a indicação de que tiveram uma exposição anterior e, portanto, adquiriram imunidade à doença”.  

Shamiram R. Feinglass reforçou ainda que “este teste pode permitir identificar e manter em segurança os que não têm imunidade enquanto a pandemia subsistir”.

A Beckman Coulter opera dentro da Danaher Corporation, juntamente com um grupo das principais empresas mundiais de diagnóstico, todas na linha da frente da luta contra o coronavírus.

Uma vez finalizados os ensaios, a Beckman Coulter pretende seguir o processo de Notificação de Uso de Emergência da FDA (a entidade que regula os medicamentos nos EUA)​ conforme o previsto na Política de Testes de Diagnóstico para Doença de Coronavírus 2019, durante a Emergência de Saúde Pública.

Catarina Canelas