Na semana passada, o WhatsApp enviou uma mensagem para todos os utilizadores a informar que vão ser feitas algumas alterações na política de privacidade. Uma das novidades é que a aplicação vai passar a partilhar dados de quem a utiliza com o Facebook.

Esta partilha de informação vai incluir vários fatores como o nível de bateria dos dispositivos que estão a utilizar o WhatsApp, o endereço de IP, dados sobre o navegador utilizado, a rede, o número de telefone e a operadora de telecomunicações responsável pela rede wi-fi, caso o dispositivo esteja ligado a um servidor.

No entanto, as alterações não contemplam o conteúdo das mensagens dos utilizadores, que continuam a ser encriptadas entre o emissor e recetor e não será partilhado com o Facebook.

A notícia está a gerar revolta entre alguns utilizadores do WhatsApp, que têm vindo a intensificar-se desde o dia 7 de janeiro, quando Elon Musk, dono da Tesla, SpaceX e o homem mais rico do mundo, e Edward Swonden, ex-analista de sistemas da NSA (Agência de Segurança Nacional) que denunciou o sistema de vigilância global norte-americano, entraram na discussão.

A controvérsia ocorreu após um tweet de Musk, composto apenas por duas palavras: "Usem Signal”.

Edward Snowden rapidamente reagiu e explicou a que se referia o dono da Tesla. Signal é um nome de uma aplicação de mensagens encriptadas, tal como o WhatsApp. A diferença que é que este aplicativo não partilha dados dos utilizadores.

O reflexo da polémica em torno dos aplicativos de mensagens foi instantâneo. Alguns utilizadores estão a abandonar o WhatsApp desde o dia em que foram notificados sobre as alterações aos termos de privacidade.

Em Portugal, quer o Signal quer o Telegram têm vindo a conquistar cada vez mais utilizadores e já superaram o WhatsApp nas tabelas de descargas recentes da App Store (IOS) e do Google Play (Android).

Nuno Mandeiro