Elvira Fortunato é a vencedora do prémio europeu "Horizon Impact Award 2020", o prémio que distingue os projetos financiados pela União Europeia, no âmbito do programa Horizonte 2020, cujos resultados criaram impacto social na Europa e no mundo.

“Invisible”, o projeto da cientista e vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, foi o único projeto português a chegar aos dez finalistas do prémio e vai ser anunciado como o premiado na próxima quarta-feira, dia 23 de setembro, durante o “European Research and Innovation Days”.

O projeto permitiu desenvolver o primeiro écran produzido com materiais sustentáveis, já comercializado por diversas empresas. Trata-se de uma nova área tecnológica ao serviço de diferentes indústrias, como a impressão a jato de tinta ou os diagnósticos médicos inteligentes.

“Invisible” foi desenvolvido no Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA, em parceria com a Samsung.

Para Elvira Fortunato, “este prémio representa um reconhecimento do trabalho de investigação numa área pioneira a nível europeu e gostaria de o dedicar à melhor equipa do mundo: CENIMAT|i3N”.

Costa felicita cientista e destaca “aposta estratégica” do país na ciência

O primeiro-ministro, António Costa, felicitou a cientista Elvira Fortunato e considerou que esta distinção reconhece "a aposta estratégica" do país na ciência e na inovação.

Parabéns à cientista portuguesa Elvira Fortunato, que venceu o prémio "Horizonte Impacto 2020", entregue pela Comissão Europeia. É um orgulho para Portugal e mais um excelente sinal que reconhece a importância da aposta estratégica na ciência e na inovação", escreveu o primeiro-ministro na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Na sua mensagem, o primeiro-ministro referiu que "este ano Portugal subiu no ranking da inovação e atingiu a melhor classificação de sempre do European Innovation Scoreboard, sendo considerado um país fortemente inovador".

Somos agora o 12.º país mais inovador da União Europeia", salientou António Costa.

O primeiro-ministro refere ainda que "o aumento da capacidade de inovação das empresas, das entidades de I&D (Investigação e Desenvolvimento) e da generalidade dos atores do Sistema Nacional de Inovação, incluindo entidades públicas e privadas, é um caminho em que Portugal está cada vez mais na linha da frente".

Redação / SS - Notícia atualizada às 11:41