A AstraZeneca estabeleceu uma parceria com a alemã IDT Biologika, para aumentar a capacidade de produção de vacinas contra a covid-19 destinadas à Europa a partir do segundo trimestre, anunciou esta quarta-feira o grupo farmacêutico anglo-sueco.

Os dois laboratórios realçaram, em comunicado, que estão a "examinar as possibilidades de acelerar a produção da vacina AstraZeneca", com o anúncio a surgir depois de a farmacêutica - que desenvolveu a vacina com a Universidade de Oxford -, ter sido acusada de atrasos nas entregas para a União Europeia (UE).

O grupo anglo-sueco informou que começou a expedir em 05 de fevereiro as primeiras dos 17 milhões de doses de vacinas que vão ser entregues na UE nas próximas semanas, a que se seguirão novas entregas em março.

Ainda assim, a AstraZeneca vincou que esta parceria com a empresa alemã, que visa acelerar a produção de vacinas "para ajudar imediatamente a vacinação na Europa", contempla também uma segunda etapa, para aumentar a capacidade de uma unidade da IDT Biologika em Dessau, na Alemanha, para produzir milhões de doses por mês até ao final de 2022.

Este investimento, cujos detalhes ainda não foram divulgados, deverá permitir a produção de outras vacinas do mesmo tipo da AstraZeneca e fará do laboratório alemão um dos maiores fabricantes na Europa.

Este acordo ajudará muito a Europa a aumentar as suas próprias capacidades de produção de vacinas, o que permitirá responder aos desafios atuais da pandemia e garantir uma oferta estratégica no futuro", salientou, citado no comunicado, Pascal Soriot, presidente executivo da AstraZeneca, agradecendo o apoio ao projeto do governo federal alemão e da Comissão Europeia.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.341.496 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 14.718 pessoas dos 774.889 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ JGR