O Facebook revelou, esta sexta-feira, que um grande bug no software (um erro informático) pode ter permitido o acesso indevido a fotografias de 6,8 milhões de utilizadores. Em causa estão imagens privadas e ainda imagens enviadas para a rede social, mas que não chegaram a ser publicadas.

Este acidente que ocorreu em setembro, mas só agora foi divulgado, demorou cerca de 12 dias a ser resolvido e criou ainda mais dores de cabeça aos responsáveis pela política de privacidade do Facebook.

Cerca de 1.500 aplicações externas ao Facebook conseguiram ter acesso “a um conjunto de fotografias mais alargado do que o habitual”, explicou o Facebook numa publicação no seu blog.

Foi possível aceder a fotografias que estavam guardadas como privadas, que nunca tinham sido tornadas públicas, ou que nunca tinham sido partilhadas na rede social. O bug permitu, por exemplo, o acesso aos chamados "stories" (histórias), imagens que só estão disponíveis durante 24 horas.

No mesmo comunicado, o Facebook lamenta o sucedido, diz que vai trabalhar para resolver a situação e alertar os utilizadores que foram afetados.

Lamentamos que isso tenha acontecido (...). No início da próxima semana vamos lançar ferramentas para programadores de aplicações que vão ajudá-los a determinar quais foram os utilizadores afetados por esse bug. Trabalharemos com esses programadores para apagar as fotos dos utilizadores afetados”.

Segundo o Facebook, o problema afetou apenas esta rede social e não outras que a empresa detém, como o Instagram e o Whatsapp. 

Já no início do ano a maior rede social do mundo esteve envolvida num grande escândalo de falha na salvaguarda dos dados pessoais dos utilizadores.