«Não tenho televisão em casa, não estou no Facebook ou qualquer coisa dessas. Para mim, o Facebook é um campo de concentração voluntário, que todos podem aceder, onde todos se mostram e têm amigos. Mas, na realidade, isso mostra que eles não têm amigos, pois, caso contrário, não estavam no Facebook», declara, em entrevista ao «El Mundo».

Toscani diz isto, mas, depois, como quem põe água na fervura: «Não que seja contra o Facebook, porque toda a gente é livre para fazer o que quiser, mas eu também sou livre para criticar».

Justificações de quem tem as costas quentes no que toca a polémicas. Oliviero Toscani foi, durante quase duas décadas, o fotógrafo autor das campanhas publicitárias da Benetton que tanta polémica geraram, como aquela em que uma família velava o filho moribundo vítima de sida.

As novas tecnologias, do i-Phone ao i-Pad, também são desvalorizadas pelo crivo de Toscani. Considera-os uma ferramenta da arte, como um lápis ou um pincel porque «é preciso um orgasmo de um artista para inventar algo antes que se possa utilizar a tecnologia».
Redação / CF