Pessoas que fazem viagens de longo curso com muita frequência estão mais propensas a desenvolver cancro no fígado, sugere um novo estudo.

O estudo, publicado na revista Cancer Cell, sugere que "jet lags" interrompidos interferem com os ritmos metabólicos do fígado, conduzindo a perigosas acumulações de gordura e ácidos bilares, conhecidos por aumentar o risco de cancro.

A taxa de mortalidade desta doença triplicou desde a década de 1970. Atualmente, apenas cerca de 10% das pessoas diagnosticadas com cancro de fígado sobrevivem.

Este novo estudo analisa padrões de sono, simulando a interrupção de ritmos do corpo humano causada por atravessar regularmente vários fusos horários.

Depois de vários testes em ratos, os cientistas descobriram que os animais ganharam peso e desenvolveram doenças de fígado que evoluíram para uma inflamação crónica e, em alguns casos, cancro.

O cancro de fígado está a aumentar em todo o mundo e em estudos humanos temos agora visto que os pacientes podem progredir de doenças do fígado gordo para cancro de fígado sem degraus intermediários, como a cirrose”, afirmou David Moore, professor de biologia molecular e celular.

Estudos anteriores já tinham sugerido um risco aumentado de vários cancros em pessoas com trabalhos irregulares e, em particular, nas que trabalham no turno da noite.