Uma falha na segurança da aplicação do Messenger Kids, uma versão da rede social Messenger, do Facebook, apropriada para a utilização de crianças, pode ter exposto milhares a conteúdos não aprovados pelos pais.

O objetivo do Messenger Kids é limitar situações potencialmente perigosas para as crianças na Internet. Para tal, a app baseia-se na limitação de utilizadores, por parte dos pais, que podem estabelecer contacto com a criança em questão.

Uma investigação conduzida pelo site noticioso The Verge concluiu que uma falha no sistema de permissões permitia que nas conversas de grupo as crianças pudessem estabelecer contacto com utilizadores não autorizados. Isto porque quando um utilizador é adicionado a uma conversa de grupo, o administrador pode convidar qualquer outra pessoa para o mesmo grupo, mesmo se esta estiver impedida de estabelecer contacto com uma das crianças envolvidas.

Como resultado, milhares de crianças estabeleceram conversas com utilizadores não autorizados, uma violação dos princípios base do Messenger Kids”, concluiu a publicação.

O Facebook já admitiu a falha e, de acordo com o Social Media Today, emitiu um comunicado a explicar que foi notificado “recentemente por alguns pais de utilizadores do Messenger Kids sobre um erro técnico detetado e que está a afetar um pequeno grupo de conversas”.

Encerrámos as conversações afetadas e demos aos pais recursos adicionais no Messenger Kids para a segurança online”, garantiu a rede social.

É importante sublinhar que "um pequeno grupo de conversas" equivale a centenas de milhares de situações, uma vez que a rede social tem milhares de milhões de utilizadores.

Esta falha vem juntar-se a outras, que causaram polémica recentemente, e que têm abalado a reputação do Facebook, como é o caso de uma falha no WhatsApp, adquirido por Mark Zuckerberg há vários anos, que permitia espiar os utilizadores, ou o facto de a rede social ter copiado a lista de contactos de e-mails de 1,5 milhões de pessoas. Também no ano passado, um “bug” no Facebook permitiu acesso a fotos privadas de quase 7 milhões de clientes.