Uma falha no sistema de segurança do Google+ expôs o perfil de cerca de 500 mil utilizadores desta rede social, em março passado, revela o The Wall Street Journal.

Como referido, a falha aconteceu há mais de sete meses, mas por opção a Google não a revelou, por receio de ver a sua falha associada à do Facebook com a Cambrigde Analytics, e agora que alguém o fez, a administração decidiu encerrar temporariamente a rede social.

O encerramento vai durar cerca de dez meses e apenas afetará a versão de ‘consumidor’ desta aplicação, na qual se encontram os erros de segurança que permitiram que outros tivessem acesso a dados pessoais, informou a empresa em comunicado.

“Devido a estes desafios e a um uso tão baixo da versão de usuário da Google+, decidimos encerrar a versão para consumidor do Google+”, frisa o documento, citado pela agência noticiosa Efe.

O anúncio foi feito esta segunda-feira e, no comunicado, a empresa explica que a falha permitiu que entidades externas tivessem acesso aos dados entre 2015 e março de 2018, mas que a mesma foi corrigida e a Google concluiu que nada foi feito com a informação.

Os dados limitam-se a dados estáticos e opcionais do perfil do Google+, incluindo o nome, o e-mail, a profissão, o sexo e a idade. Não inclui nenhum outro dado que possa ter sido publicado ou conectado ao Google+ a qualquer outro serviço, como publicações, mensagens, dados da conta ou números de telefone", refere o comunicado.

Até ao momento, a Google não sabe quais os utilizadores afetados, mas estima que cerca de 500 mil tenham sido afetados.