Investigadores da Universidade de Coimbra estão a desenvolver uma tecnologia que permite adaptar o fluxo de luz da iluminação pública, através de sensores de imagem e som, reduzindo-o em ruas desertas e aumentando-o perante pessoas ou veículos.

O projecto, denominado Neurocity, está a ser desenvolvido pelo Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

O sistema associa a uma luminária LED um controlo inteligente, constituído por uma webcam e um sensor de som que, ao detectar a presença de veículos ou pessoas, «permite variar o fluxo [de luz] quantas vezes for necessário, sem reduzir a vida útil do equipamento e com uma superior eficiência energética», disse à agência Lusa Aníbal Traça de Almeida, coordenador da investigação.

«Hoje há autarquias que apostam na redução de consumos de energia com soluções de controlo cego. A partir das tantas horas, o fluxo da iluminação reduz 50 por cento. Essa é uma solução que pode ter efeitos nefastos ao nível da criminalidade e acidentes rodoviários», alertou.

Na base do sistema está uma luminária LED desenvolvida pela FCTUC em parceria com a empresa Arquiled e a Direção de Tecnologia e Inovação da EDP «que permite gastar quatro vezes menos do que a tecnologia convencional», frisou.

Ao associar ao novo equipamento ¿ que se encontra em fase de testes em Coimbra, no exterior do edifício da FCTUC, Porto e brevemente em Évora ¿ o sistema de controlo inteligente, os investigadores estimam que os consumos de iluminação pública possam vir a ser reduzidos em 75 por cento, «representando um potencial de poupança de cerca de 100 milhões de euros por ano».
Redação / CP