Terminou, com sucesso, o programa de reprodução em cativeiro de tartarugas nas ilhas Galápagos, no Equador. Foram precisos 40 anos, e o precioso contributo de um macho norte-americano, Diego, para que o número de exemplares passasse de 15 para 2.000.

Só Diego, que ficou conhecido como o playboy das Galápagos, foi responsável pelo nascimento de 800 tartarugas, anunciou o Parque Nacional das Galápagos.

Depois de passar 30 anos no Zoo de San Diego, na Califórnia, EUA, Diego foi recrutado para um programa de procriação da sua espécie, que é natural da ilha de Española, no arquipélago das Galápagos. Como prémio, além de ficar na história, vai poder voltar à sua terra.

Diego, que tem mais de 100 anos, vai regressar à sua ilha natal quase oito décadas depois de ter sido levado [para os Estados Unidos]. Diego tornou-se um símbolo da conservação de espécies das Galápagos, uma vez que aproximadamente 40% das tartarugas repatriadas para a ilha de Española são suas descendentes", escreveu o Parque Nacional das Galápagos, em comunicado divulgado neste fim de semana.

Com o fim do programa, os 15 adultos selecionados para a reprodução - 12 fêmeas e três machos - vão poder regressar ao seu habitat natural, na Española, "em março de 2020", depois de passarem por um processo de quarentena para "eliminar os riscos de dispersão de sementes de plantas que não são nativas da ilha".

Além da recuperação da população de tartarugas, que passou de 15 para 2.000 devido a este programa, as ações implementadas para a restauração ecológica da ilha, incluindo a erradicação de espécies introduzidas e a regeneração dos cactos através do projeto Galápagos Verde 2050, ajudaram a garantir que os ecossistemas possuem, agora, condições adequadas ao crescimento da população de tartarugas”, sublinhou o diretor do Parque Nacional, Jorge Carrión.