Investigadores do Instituto Europeu de Pesquisa do Cérebro (EBRI) da Fundação Rita Levi-Montalcini podem ter dado um passo importante para descobrir como retardar ou até mesmo travar a doença de alzheimer.

Num estudo publicado na revista Nature, na editoria de Morte Celular e Diferenciação, os cientistas referem uma molécula que "rejuvenesce" as células cerebrais, conseguindo assim bloquear a doença de alzheimer na sua primeira fase.

A molécula, o anticorpo A13, faz com que o cérebro seja capaz de fazer renascer alguns neurónios, contrariando os efeitos do aparecimento de doenças degenerativas, como é o caso da patologia em questão.

O estudo desenvolvido pela equipa italiana foi realizado em ratos, que acabaram por conseguir produzir neurónios. Esta descoberta pode abrir novas possibilidades de tratamentos e diagnósticos da doença de Alzheimer, que afeta, segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 30 milhões de pessoas no mundo inteiro.

Em Portugal a referência é um estudo realizado em 2014 em âmbito europeu, que aponta a existência de 19.9 casos por cada mil habitantes. Segundo a Alzheimer Portugal, estes números colocam o nosso país no 4º posto dos que têm mais doentes com alzheimer.