Os alunos portugueses estão acima da média no uso da Internet em casa, mas abaixo da média no seu uso na escola, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) apresentado esta terça-feira em Paris.

O documento indica, no entanto, que Portugal, entre 70 países, tem uma das percentagens mais elevadas de alunos com acesso à Internet na escola.

Os dados fazem parte das conclusões do novo relatório PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes) sobre as novas tecnologias e o desempenho dos alunos, que actualiza o estudo de 2009 realizado pela OCDE, refere a Lusa.

Portugal ocupa o primeiro lugar em percentagem de alunos que afirmam poder realizar uma apresentação multimédia, «com som, fotografias e vídeo», tendo registado uma duplicação deste indicador em relação a 2003, para uma percentagem (acima de 70) que mais do que triplica o valor médio dos países que participam no PISA.

O relatório constata grandes disparidades entre países, do acesso quase universal à Internet em casa em países como a Noruega e a Finlândia, a menos de metade no México e a apenas 10 por cento na Indonésia.

São também grandes as diferenças entre alunos socialmente favorecidos e alunos provenientes de meios sociais com dificuldades.

No entanto, em países como Portugal, «o uso da Internet na escola compensa a falta de disponibilidade de computador em casa» e são os alunos mais desfavorecidos «que têm maior inclinação para usar o computador na escola».

Apenas 0,4 por cento dos cerca de 6.200 estudantes portugueses inquiridos para este estudo indicaram que nunca usaram um computador, uma das percentagens mais baixas neste indicador entre os membros da OCDE.

Entre os alunos portugueses inquiridos para o PISA 2009, 98 por cento responderam dispor de computador em casa. O número de estudantes nestas condições aumentou 41 por cento em Portugal de 2000 para 2009.
Redação / CP