A gigante tecnológica Facebook está a planear uma estratégia de "rebranding" através da mudança de nome da empresa de Mark Zuckerberg, que poderá acontecer já na próxima semana. Ao que o site The Verge indica, o assunto será abordado a 28 de outubro, na conferência anual Connect, mas o novo nome deverá ser revelado anteriormente. 

Ainda assim, as novas apostas de Zuckerberg não o libertam das duras críticas que têm vindo a ser feitas às políticas da sua marca no passar dos anos. Numa altura em que se encontra por baixo dos olhares do mundo, pretende que o negócio deixe de ser conhecido apenas como o berço da líder absoluta das redes sociais, mas também de outros produtos, entre os quais o Instagram e o WhatsApp.

Recorde-se que em julho passado, o fundador revelou que o metaverso, tecnologia de realidade virtual e aumentada, também é uma das novidades que esperam ver a luz do dia. Idealiza um espaço na Internet onde os utilizadores podem circular e interagir em tempo real sob a forma de avatars e prevê a contratação de 10 mil pessoas na União Europeia, nos próximos cinco anos, para ajudar a desenvolver o metaverso. 

Quem não ficou muito contente com as ousadas ideias do empresário foi Jack Dorsey, co-fundador e CEO do Twitter, que inclusive respondeu à publicação de um utilizador onde era citado o conceito de metaverso do autor de ficção científica Neal Stephenson, em 1992, no livro "Snow Crash".

Foi originalmente descrito como um mundo virtual dominado por corporações onde os utilizadores eram tratados como cidadãos numa ditadura corporativa distópica", escreveu o utilizador do Twitter. "E se Neal estivesse certo?"

Sem hesitar, Dorsey repartilhou e afirmou por cima, "ele estava"

A integração da realidade virtual não é uma ideia recente para Zuckerberg. Servem de exemplo os "óculos inteligentes" que foram criados a partir de uma parceria com a Ray-Ban e a Essilor, capazes de desempenhar diferentes funções como captuira de fotografias e vídeos, chamadas e reprodução de música. 

Polémicas

Mark Zuckerberg viu a sua vida complicar-se no dia 14 de setembro, quando o Wall Street Journal publicou uma investigação com base em documentos entregues por uma fonte anónima. Frances Haugen, uma ex-funcionária, revelou a sua identidade semanas após a divulgação de dados internos sobre a empresa.

Os problemas não terminaram por aí. No início deste mês, um apagão em quase todo o mundo deixou o Facebook, Instagram e WhatsApp indisponíveis para milhões de utilizadores, durante seis horas. O acontecimento gerou uma perda de mais de seis mil milhões de euros para a empresa, em apenas um dia.

Sofia Marvão