São cada vez mais os pais que se preocupam com o efeito que Internet tem nas crianças. A fazer prova disso está um inquérito online levado a cabo pela Nominet Trust, uma instituição que promove projectos de Internet que abordam a desigualdade social. Num total de 1000 progenitores inquiridos, 80% disse acreditar que as redes sociais, como o Facebook e o Twitter, são viciantes e têm o poder de se «apropriar» da vida dos filhos.

O inquérito, citado pelo «Daily Express» e «Mail Online», revela que um terço dos pais teme que os filhos possam correr perigo quando utilizam a Internet. Um número similar de progenitores acredita mesmo que a «web» pode «reconfigurar» o cérebro de uma criança.

A Nominet Trust ressalva que não há nada que comprove que sites como o Facebook causem algum tipo de dano. Annika Small, directora da instituição, explica que não há evidências neurológicas que sugiram que a Internet «reconfigura» o cérebro das crianças e que, na verdade, as habilidades sociais utilizadas no Facebook não só ajudam a forjar amizades como reforçam as já existentes.

Na mesma linha, o neurocientista e especialista em educação, Paul Howard Jones, insiste que a Internet é uma ferramenta valiosa de aprendizagem e que todas as formas de aprendizagem provocam mudanças no cérebro.
Redação / AR