Elvira Fortunato, professora catedrática do departamento de Ciência dos Materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, esteve esta quinta-feira no Esta Manhã, para dar a conhecer a sua longa e premiada carreira na investigação científica, no dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência.

A investigadora foi pioneira na investigação europeia da eletrónica transparente, que explicou serem os circuitos elétricos invisíveis utilizados em ecrãs, que antigamente eram ficção cientifica, mas que “agora são uma realidade”.

Questionada sobre como se chega a uma carreira com tantas distinções internacionais, Elvira sublinhou que, como em quase todas as carreiras, a resposta é “com muito trabalho”.

Apesar da área em que se insere ser dominada por homens, a professora catedrática admite não ter sentido qualquer pressão devido a ser mulher, mas admite que esse problema seja bem real e esteja presente em diversos casos.

Ainda existem muitas discriminações em relação às mulheres", sublinhou a cientista.

Das 18 distinções que recebeu, Elvira destacou o prémio que recebeu, o ano passado, do embaixador do Chile em Portugal, relativamente às descobertas de Fernando de Magalhães.

Já fui agraciada a nível nacional, pelo Presidente da República. Fui distinguida com o prémio, pelo embaixador do Chile, relativa às descobertas de Fernando Magalhães”, contou a investigadora. “Foi plantada numa floresta do Chile uma árvore com o meu nome. Nunca me tinha acontecido e marcou-me particularmente.”

A investigadora foi pioneira na investigação europeia da eletrónica transparente, que explicou serem os circuitos elétricos invisíveis utilizados em ecrãs, que antigamente eram ficção cientifica, mas que “agora são uma realidade”.

Através de uma inovação tecnológica, Elvira Fortunato e Rodrigo Martins chegaram a transístores de celulose criados a partir de papel, com ‘chips’ baseados em nanotecnologia que substituem o silício por materiais orgânicos. Um trabalho que tornou viável "microchips baratos e recicláveis".

Sobre se poderá estar na calha para uma eventual corrida ao nobel da Física, a cientista portuguesa afasta para já esse cenário, sublinhando que, neste momento, “estamos a milhas”.

Eu não trabalho para prémios, eu trabalho, acima de tudo, porque gosto do que faço”, explicou.