A investigadora da Universidade do Minho (UM) Sandra Costa está envolvida na descoberta de novas terapias que previnem o risco de ataques cardíacos e derrames, algumas das principais causas de morte no Mundo, foi esta quarta-feira divulgado, escreve a Lusa.

A investigação concluiu que, perante um vaso sanguíneo bloqueado, é possível criar uma rede de vasos adjacentes, ou melhorar o desempenho dos existentes, graças à proteína PHD2, permitindo assim às células da região afectada continuarem a ter oxigénio e nutrientes.

«Temos um novo potencial alvo terapêutico, que vai restringir muitos danos irreversíveis. Provámos que a PHD2 regula o desenvolvimento e a manutenção das artérias perante situações de isquemia, isto é, em que deixava de haver fornecimento local de sangue, levando à morte de certo órgão», explica, em comunicado, Sandra Costa.

Na prática, acrescenta, «é como uma auto-estrada bloquear e serem criadas estradas secundárias para escoar o trânsito rápida e eficazmente, sem danos».

Segundo Sandra Costa, esta investigação pode vir a atenuar as principais causas de morte no Mundo e beneficiar milhões de pacientes, como os que têm diabetes e colesterol alto.

O estudo, que acaba de ser publicado na revista «Nature», foi coordenado por Massimiliano Mazzone, do Vesalius Research Centre, na Bélgica.

Sandra Costa, co-autora, é investigadora do Domínio em Ciências Cirúrgicas do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da UM.
Redação / PP