A vacina desenvolvida pela Pfizer e a BioNTech é mesmo eficaz na prevenção de sintomas e estados graves de covid-19 em doentes crónicos e de risco.

As conclusões são de um estudo realizado por Israel, o maior até à data, que envolveu quase um 1,4 milhões de pessoas.

Diabéticos ou doentes cardíacos, por exemplo, são dois dos grupos nos quais a vacina se mostrou eficaz na prevenção de estados graves. Mas o estudo prova ainda que a vacina foi 100% eficaz para pessoas com imunodeficiência.

No caso de doentes crónicos ou de risco associado à gravidez, à obesidade ou tabagismo o nível de eficácia para evitar agravamento da covid-19 supera os 90%

Por outro lado, as taxas de eficácia contra a infeção sintomática são ligeiramente inferiores:

  • 86% em doentes com diabetes tipo II
  • 84% em pessoas com imunodeficiências
  • 80% em doentes cardíacos ou com doenças renais crónicas
  • 75% em doenças cerebrovasculares .

Os resultados foram inferiores aos 96% da eficácia da vacina sete dia ou mais após a segunda dose, revelada pelo estudo e à eficácia de 95% adiantada por testes clínicos no ano passado.

No entanto, os investigadores revelam algum otimismo que, ainda assim, a vacina ofereça proteção contra doença grave em pessoas que sejam infetadas após a toma do fármaco.

A proteção é ligeiramente reduzida entre pacientes com várias comorbidades. Estes resultados são muito encorajadores, uma vez que sugerem que a maioria dos casos de covid-19  serão evitados pela vacinação, mesmo em idosos e doentes crónicos", disse Ran Balicer, diretor de inovação da Clalit .

"Pessoas com doenças crónicas, múltiplas doenças crónicas ou graves, devem ser vacinadas porque a vacina é muito eficaz em protegê-los contra as altas taxas de complicações que são esperadas", disse ainda Balicer.

Recorde-se que a vacina da BioNTech/Pfizer, assente na tecnologia do ARN mensageiro, tem sido a principal escolha de Bruxelas para fazer face aos contratempos na campanha de vacinação europeia, querendo o executivo comunitário que sejam também estas farmacêuticas a desenvolver vacinas contra as novas variantes para a UE, num total de 1,8 mil milhões de doses para 2022 e 2023.

Rafaela Laja Redação