A farmacêutica Johnson & Johnson afirma que uma segunda dose da vacina aumenta a eficácia contra a covid-19 para 94%. Esta é uma considerável subida da eficácia, que tinha sido estimada em 66% nos casos de infeção moderada, eficácia essa que subia para 85% nos casos mais graves.

Com a revisão de eficácia após a segunda dose, a Johnson & Johnson consegue assim alcançar números próximos dos da Moderna e da Pfizer, farmacêuticas que anunciaram uma eficácia superior a 90% com a administração de duas doses.

Segundo a Johnson & Johnson, a dose de reforço ajuda também a aumentar a imunidade, garantindo ainda uma maior proteção da forma mais grave da doença.

Estas conclusões surgem depois de três estudos em que foram analisados vários aspetos da vacina, produzida pela Janssen na Europa, e cuja administração está a ser feita a uma dose.

Em dados consolidados até setembro, e segundo o Infarmed, foram administradas 1.093.731 de doses da Janssen em Portugal, a grande maioria a homens, uma vez que esta vacina é desaconselhada a mulheres com mais de 50 anos, depois de terem sido identificados alguns casos de reações adversas (em Portugal foram 1.136).

Ainda assim, e garantido a eficácia e segurança da dose única, o diretor do departamento de investigação e desenvolvimento da Johnson & Johnson, Mathai Mammen, diz que "os nossos estudos alargados confirmam que uma dose única dá eficácia longa contra as hospitalizações".

A nossa vacina de dose única gera uma resposta imunitária forte e uma longa memória imunitária. Quando é dada uma dose de reforço, a proteção contra a covid-19 aumenta", acrescenta o comunicado assinado pelo responsável.

As primeiras doses da vacina produzida pela Janssen chegaram a Portugal no mês de abril.

António Guimarães