Uma recente ilha vulcânica formada no Pacífico está a confundir a comunidade cientifica. Com três anos e junto à ilha de Tonga, esta ilha está coberta de uma lama misteriosa, com fauna e flora.

Pesquisadores da NASA aterraram naquela porção de terra para encontrarem uma lama pegajosa que fez nascer plantas e flores e é abrigo para pássaros.

Depois de vários estudos através de imagens de satélite, uma equipa da agência espacial norte-americana visitou em outubro a ilha a que deram o nome de Hunga Tonga-Hunga Ha‘apai, os nomes das ilhas daquela região.

Dan Slayback foi um dos especialistas a visitar aquela terra remota e um dos responsáveis pelas descobertas – que continuam a ser escassas acerca do aparecimento de ilhas – publicadas no blogue da NASA.

A ilha criou-se a partir dos rebordos de uma caldeira vulcânica submersa há quase quatro anos e ainda não tem um nome oficial. Foi ali que os cientistas aterraram, acreditando que iam pisar um terreno de areias pretas. Era na verdade cascalho do tamanho de ervilhas.

A vegetação já tinha raízes, cujas sementes foram provavelmente transportadas por aves. Os terrenos são férteis e, a impressionar a comunidade científica, foi descoberta uma lama pegajosa, de cor clara, que confunde e cria dúvidas.

Slayback e a equipa não conseguem entender de onde veio aquela matéria, exatamente o que é nem onde e como teve origem.

Nas imagens de satélite vê-se este material de cor clara”, afirmou o investigador. “É lama este material de barro de cor clara. É muito pegajosa. Mesmo já o tendo visto, não sabíamos realmente o que era, e ainda estou um pouco confuso acerca da origem, porque não é cinza”, explicou Slayback.

Os investigadores recolheram amostras de pedra para análise mineral e um mapa 3D vai ser construído. A equipa pretende voltar à ilha dentro de um ano para mais estudos.

Esta ilha nasceu no oceano em 2015 e é uma das três únicas dos últimos 150 anos a sobreviver mais do que uns meses. Acreditam que pode durar mais de 30 anos antes de sucumbir à pressão do oceano.