“We did it, we did it, we did it". O Presidente da República encerrou a Web Summit com palavras a fazer lembrar o yes, we can de Barack Obama. Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se por Lisboa, Portugal e os empreendedores terem conseguido realizar mais uma edição da maior cimeira tecnológica a nível mundial. Enalteceu a “revolução digital” e fez um pedido a uma Altice Arena repleta, que o aplaudiu insistentemente: “Não se esqueçam dos refugiados, não esqueçam o resto da sociedade”.

O primeiro desafio: Conseguimos, conseguimos, conseguimos! O segundo desafio: fazer andar a revolução digital. Vocês conseguiram, vocês conseguiram, vocês conseguiram. O terceiro desafio: sem fake news”.

Daqui para a frente, há mais para fazer. Lembrando que a Web Summit vai ficar mais dez anos em Portugal, usou a primeira pessoa do plural para dizer que “temos de fazer a cada ano melhor e diferente do anterior”.

Quer ver Lisboa como uma “plataforma digital” autêntica, todos os dias, não só durante os quatro dias deste evento.

No segundo desafio, fez um apelo para que ninguém esqueça “os refugiados”.

Não esqueçam o resto da sociedade. Pensem nos outros, não só nas novas gerações, mas no resto da sociedade”

O terceiro desafio, “principal” e na sequência desse: Digital is about freedom. O digital é liberdade, abre economias e sociedades e vemos à volta do mundo que está a acontecer o oposto”.

Daí o apelo reforçado de Marcelo para que a revolução digital seja posta em prática com “diálogo e paz”. A mudança pode ser “dura”, mas “cruzar o mundo” com esses princípios vale a pena.

A mensagem passou para as milhares de pessoas de todo o mundo que estavam à sua frente. A julgar pelos aplausos muito audíveis e até gritos de euforia. Saiu do palco principal da Web Summit como entrou, recebido como se tivesse apresentado uma aplicação revolucionária.

Para o ano, há mais. Para os próximos dez.