Comer um ovo por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares, sugere estudo chinês publicado na revista científica Heart. Segundo a CNN, que cita o estudo, os investigadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Pequim concluíram que o consumo moderado de ovos é benéfico à saúde e pode prevenir doenças que incluem insuficiência cardíaca, arritmias e problemas nas válvulas cardíacas, além de derrames (AVCs) e ataques do coração.

De acordo com os cientistas, estudos anteriores sobre o consumo moderado de ovos são controversos por causa do tamanho da amostra. Além disso, o consumo de ovos é comummente associado a uma dieta rica em colesterol o que pode gerar riscos ao coração. Isso porque, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a gema grande contém 184 miligramas de colesterol.

Embora os ovos contenham proteínas de alta qualidade e outros componentes nutricionais positivos, eles também têm altas quantidades de colesterol, o que pode ser prejudicial”, explicou Canqing Yu, co-autor do estudo.

Entre 2004 e 2008, foram analisados 461.213 chineses em dez regiões do país, com idades entre 30 e 79 anos, pacientes que não foram diagnosticados com doenças cardiovasculares, cancro ou diabetes. Dessa amostra, pouco mais de 13% desse total disse comer um ovo por dia e 9% do total disse que não comia nenhum.

O grupo foi então acompanhado durante nove anos. 

Os participantes que ingeriram até um ovo diariamente tiveram um risco 26% menor de derrame hemorrágico. Além disso, os comedores de ovos também tiveram um risco reduzido de 12% de doença isquémica do coração. 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes na China, que representaram metade da mortalidade total. O acidente vascular cerebral, incluindo o hemorrágico e o isquémico, é a primeira causa de morte prematura, seguida por doença cardíaca", explica Yu. 

Com base nos resultados, Yu disse, comer ovos com moderação - menos de um por dia - está associado a uma menor incidência de doenças cardiovasculares, especialmente derrame hemorrágico. No entanto, o investigador alerta que os resultados devem ser interpretados também a partir dos hábitos alimentares chineses. 

Devemos também ser cautelosos ao interpretar nossos resultados em um contexto de diferentes características alimentares e de estilo de vida da China."

Aumento da pressão arterial, obesidade e aumento de açúcar no sangue, são fatores que contribuem para o risco de doença cardiovascular, que pode ser desencadeada por uma dieta pouco saudável, pouca atividade física, tabagismo e uso nocivo de álcool.

/ FM