Um grupo de cientistas norte-americanos criaram protótipos funcionais de máscaras que incluem diagnósticos para detetar evidências de infeção por covid-19 através da respiração.

Para isso, os investigadores da Universidade de Harvard descobriram como integrar um teste liofilizado de diagnóstico de covid-19 numa máscara facial. O teste reage a partículas que são expiradas e dá o resultado em cerca de 90 minutos.

Os cientistas testaram esta tecnologia ao colocarem as suas máscaras num simulador de respiração que expirou partículas do SARS-CoV-2 em aerossóis semelhantes aos gerados por humanos. As conclusões ditaram que o teste apresentou um desempenho tão satisfatório como os testes PCR.

“Podemos equiparar a tecnologia atual para detetar o vírus”, diz Peter Nguyen, um dos cientistas responsável pela investigação.

O resultado do teste é indicado por uma ou duas linhas vermelhas, em tudo semelhante a um teste de gravidez.

Melhorar design das máscaras

O governo dos Estados Unidos lançou um concurso para serem desenvolvidas novas máscaras faciais contra a covid-19, mais confortáveis e mais fáceis de usar. Só os cidadãos norte-americanos podem concorrer e os vencedores receberão 500 mil dólares.

Quem quiser concorrer terá até o dia 21 para enviar a sua proposta de máscara.

Queremos que as pessoas se envolvam no desenvolvimento de novas máscaras que sejam eficientes e confortáveis, o que nos permitirá controlar a covid-19 e nos prepararmos mais para futuras emergências médicas", disse Nikki Bratcher-Bowman, secretária do Departamento de Saúde dos EUA.

 

Sabemos que as máscaras faciais usadas de maneira adequada e consistente ajudam a reduzir a disseminação da SARS-CoV-2 e outras infecções respiratórias, mas muitas pessoas recusam usá-la por uma série de razões", evidencia os especialistas.

 


 
Lara Ferin