Um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta que o uso generalizado de máscara pode ser determinante para gerar imunidade ao vírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19. 

A pesquisa foi publicada na revista científica The New England Journal of Medicine e admite que o uso de máscara poderá não só atrasar a propagação do vírus como converter-se numa forma de "variolação", ou seja, um caminho para a imunidade. 

Vários estudos referem que, no início da pandemia de covid-19, um grande número de infeções foi disseminada por doentes pré-sintomáticos ou assintomáticos, pelo que o uso da máscara poderá tornar mais difícil a transmissão do vírus.

Os dados virológicos e epidemiológicos recentes levantam a hipótese de que a máscara também pode reduzir a gravidade da doença entre as pessoas infetadas", refere o estudo, citado pelo El Mundo. Ou seja, os investigadores admitem que se alguém for infetado usando a máscara, a carga viral será menor e deverá causar uma forma assintomática ou menos grave da covid-19, contribuindo para a criação de anticorpos de combate à doença.

Segundo o El Mundo, as investigações epidemiológicas realizadas sobretudo nos países asiáticos, acostumados ao uso da máscara durante a pandemia de SARS em 2003, sugerem que existe um vínculo forte entre o uso da máscara e o controlo da pandemia. A confirmar-se a tese dos investigadores americanos, o uso generalizado de máscara contribuirá, assim, para aumentar a taxa de infeções assintomáticas, além de contribuir para reduzir o número de contágios. 

 
Bárbara Cruz