Na rubrica Estado da Emergência, Paulo Portas olha para o caminho que está a ser percorrido pela comunidade científica para conseguir chegar ao antídoto para a ameaça do novo coronavírus.

 Em tempos sombrios, o comentador acredita que é preciso informar cada vez mais sobre "a luz", até porque há muita gente que está muito preocupada em saber se estamos mais perto de chegarmos a uma vacina.

Ao mesmo tempo que houve o surto de coronavírus, houve um surto da ciência para chegar mais longe na investigação que nos permita passar a ter uma posição mais dominante em relação ao vírus", afirma Paulo Portas, sublinhando que a 21 de janeiro existiu um número muito elevado de publicações científicas que leva a que em março existam cerca de 400 papers inéditos. 

"É muito impressionate como os cientistas mobilizaram-se muito mais depressa do que os governos", explica o comentador.

Neste momento, Paulo Portas diz que estamos mais perto de encontrar uma vacina porque o tempo já começou a contar e porque há procedentes. "Mas estamos longe de que uma vacina entre no mercado", diz.

Na China, nos Estados Unidos e na Europa estão a decorrer 30 projetos em desenvolvimento acelerado e a Organização Mundial da Saúde prevê que serão necessários 12 a 18 meses para ser desenvolvida uma vacina.

É muito possível que venhamos a ter um tratamento antes de uma vacina", explica Paulo Portas, tudo porque estes tratamentos nascem da experiência que os cientistas já tiveram com epidemias anteriores. 

Paulo Portas / HCL