A NASA quer trazer para Terra amostras do planeta Marte. O programa Mars Sample Return ou MSR, na sigla orinal - Regresso de Amostras de Marte, numa tradução livre - deverá acontecer algures durante a próxima década e precisa de um diretor, pelo que a agência espacial norte-americana já abriu vaga para o cargo: o salário será de 188.066 dólares anuais, cerca de 170 mil euros, e a função será a de supervisionar todo o programa, desde o planeamento até à execução da missão, refere a CNN.

Os candidatos deverão estar disponíveis para trabalhar em Washington, nos Estados Unidos, ter experiência em programas espaciais e licenciatura num campo científico relevante. O prazo para candidaturas termina no dia 5 de fevereiro.

A missão é descrita pela Agência Espacial Europeia (ESA) como uma "caça ao tesouro interplanetária". A ESA será responsável por, numa fase final da missão, operar o veículo que deverá recuperar e trazer as amostras do solo de Marte.

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O pojeto tem três etapas: a recolha das amostras, armazenamento e voo de regresso à Terra. 

O primeiro passo será a missão a Marte da NASA com lançamento previsto para julho deste ano, do Cabo Canaveral, na Florida. O rover - veículo de exploração espacial desenhado para se deslocar na superfície de um corpo celeste - deverá aterrar em Marte em fevereiro de 2021, onde irá procurar por sinais de vida, estudar clima e meteorologia e fazer testes. Deverá igualmente recolher uma série de amostras em pequenos recipientes do tamanho de canetas e colocá-los em "áreas estratégicas" na superfície de Marte.

Em seguida, estas amostras serão recolhidas por um rover da ESA, que deverá armazená-las num outro recipiente, do tamanho de uma bola de basquetebol, que será lançado para a órbita de Marte. Por fim, este objeto será capturado por uma nave espacial que o trará até à Terra, num momento crucial da exploração espacial, reconhecia a ESA num comunicado divulgado no ano passado. 

Trazer amostras para a Terra vai facilitar estudos que não são possíveis nos laboratórios em miniatura dos rovers, ainda que estes sejam sofisticados e, talvez o mais importante, vão permitir que sejam feitas descobertas no futuro, à medida que as técnicas de análise forem evoluindo", referia a mesma nota. 

A NASA já enviou quatro rovers a Marte, cujas experiências científicas permitiram saber um pouco mais sobre a atmosfera e o solo marcianos, apesar das limitações. 

Sobre o rover que será responsável pela recolha das amostras em Marte, sabe-s que o nome vai ser decidido no próximo mês de março.