O tráfego de Internet em banda larga aumentou, em termos homólogos, 53% no terceiro trimestre deste ano, um valor inferior ao “máximo histórico” dos três meses anteriores, devido à pandemia, segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

O regulador referiu, num comunicado esta quinta-feira divulgado, que “o tráfego médio mensal por acesso foi de 193 GB [gigabytes], mais 45,7% do que no terceiro trimestre de 2019”, sendo, ainda assim, “inferior ao máximo histórico contabilizado no trimestre anterior (209,7 GB)”.

A Anacom justificou este crescimento do tráfego, que se acentuou a partir do segundo trimestre de 2020, como uma consequência da pandemia de covid-19, que "provocou alterações dos padrões de utilização do serviço, que resultaram numa aceleração do crescimento do tráfego de Internet”.

No final do terceiro trimestre “83,9% das famílias dispunham de banda larga fixa, o que equivale a um aumento de 4,1 pontos percentuais face ao trimestre homólogo”, indicou o regulador, acrescentando que “houve um aumento de 192 mil acessos de banda larga fixa (+4,9%) nos últimos 12 meses, que atingiram um total de 4,1 milhões”. 

A Anacom concluiu ainda que a fibra ótica (FTTH) “foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, com 53,8% do total de acessos, mais 4,4 pontos percentuais do que no terceiro trimestre do ano passado”.

Por outro lado, nos últimos 12 meses, “o número de acessos suportado em fibra ótica aumentou em 275 mil acessos (+14,2%)”, sendo que os acessos “suportados em redes de televisão por cabo aumentaram 1,3% e representavam 29,3% do total (menos um ponto percentual do que há 12 meses)”, de acordo com a Anacom.

Já os acessos ADSL “mantiveram a tendência de queda, tendo diminuído 21,5% face ao trimestre homólogo, representando 9,8% do total de acessos (menos 3,3 pontos)” e os “acessos fixos suportados nas redes móveis aumentaram 3,7% e tinham um peso de 6,9%”.

A Anacom indicou ainda que, em termos de quotas de subscritores, a Meo tinha uma quota de 40,4%, o grupo NOS tinha 35,2% dos clientes, a Vodafone tinha uma quota de 20,4% e o Grupo Nowo/Onitelecom, 3,6%”.

No segmento residencial, a Meo contava com uma quota de subscritores de 38,9%, seguindo-se a Nos com 37,4%, a Vodafone com (19,5%), e o Grupo Nowo/Onitelecom com 4%.

No tráfego de banda larga fixa, a Meo tinha no final de setembro uma quota de 38,9%, seguida da Nos com uma quota de 34,9%, da Vodafone, com 22,1%, e da Nowo/Onitelecom com 3,3%, rematou a Anacom.

/ DA