O poder das informações, sem veracidade e sem escrutínio, colocadas nas redes de comunicação tornou-se um problema para empresas como o Facebook e o Google. A solução adiantada esta segunda-feira em França é a de proceder a um rastreio, com a ajuda de jornais, agências e terlevisões, para despistar notícias falsas.

No caso da rede Facebook, a empresa anunciou que vai começar a cooperar com meios de comunicação franceses, casos da agência noticiosa France Press, da televisão BFM TV e de jornais como o L'Express e o Le Monde.

O objetivo é o de evitar que os utilizadores propaguem falsas notícias na rede social, através de uma verificação cruzada levada a cabo pelos meios de comunicação tradicionais. E além do Facebook, o mesmo se deverá passar com a Google.

Críticas nos Estados Unidos

Durante a recente campanha presidencial que levou Donald Trump ao poder nos Estados Unidos, a rede Facebook foi duramente criticada por não impedir informação falsa, que, colocada deliberadamente, poderá ter influenciado o sentido de voto dos eleitores.

Nos Estados Unidos, a empresa garantiu que os seus utilizadores teriam no futuro maior facilidade em desvendar se as notícias são verdadeiras ou falsas. Para tal, passará a cooperar com meios de comunicação como a cadeia televisiva ABC News e a agência noticiosa Associated Press.

A solução é semelhante à que vai agora ser instituída em França, onde surgiu também a preocupação da propagação de noticiário falso, capaz de influenciar as presidenciais que se avizinham, com a primeira volta marcada para 23 de abril.

No mês passado, o Facebook assumiu uma iniciativa idêntica na Alemanha, após elementos governamentais terem expressado preocupação com a possibilidade da rede ser usada para difundir falsas informações e mensagens de incitamente ao ódio racial, algo que poderá influenciar as próximas eleições no país, em setembro, onde a chanceler Angela Merkel concorre a um quarto mandato.

Paulo Delgado