O Twitter defendeu na terça-feira que uma das suas empresas parceiras, que monitoriza a rede social para avisar a polícia dos Estados Unidos sobre futuros protestos, não está a violar nenhuma das suas regras de vigilância.

A empresa Dataminr monitoriza o fluxo de ‘tweets’ públicos e envia alertas à polícia ou agências governamentais relativamente, entre outras coisas, a futuras manifestações ou apelos à desobediência civil, tais como os relacionados com o movimento antirracista Black Lives Matter.

"O Twitter proíbe qualquer utilização dos seus serviços de desenvolvimento para a criação de ferramentas de vigilância. Ponto. Mas vemos um benefício social no facto de os dados públicos serem utilizados para alertas dos meios de comunicação, assistência de primeiros socorros ou ajuda durante catástrofes naturais", disse um porta-voz do grupo, entrevistado pela agência France-Press (AFP).

A posição provocou um forte debate sobre o que pode e não pode constituir vigilância.

Nos últimos meses, a Dataminr tem fornecido às agências governamentais alertas sobre apelos à participação em manifestações ou sobre as ruas que os ativistas planeavam bloquear, de acordo com um artigo no Wall Street Journal.

O Twitter esclareceu que não proíbe a criação de alertas de tweets públicos.

O debate em torno do movimento "Black Lives Matter" está entre os principais tópicos de discussão na plataforma neste momento.

O grupo afirma ter realizado uma auditoria aos serviços oferecidos pela Dataminr e não ter encontrado qualquer violação das suas regras relativas à proibição de vigilância individual ou coletiva.

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