A Universidade de Lisboa (ULisboa) é a instituição portuguesa com melhor classificação no 'ranking' de Leiden, ocupando a 117.ª posição entre 902 universidades a nível mundial no que diz respeito à produção científica, foi hoje divulgado.

“O ‘ranking’ Leiden é algo de muito importante. Para além da posição de liderança que a ULisboa tem a nível nacional, o posicionamento a nível europeu e mundial é também muito relevante. Estamos neste momento em 31.º lugar a nível europeu. Há duas universidades que se estão a destacar no perfil das universidades portugueses, estando a de Lisboa à frente. Isto quer dizer que em termos de publicações de grande impacto, e em revistas boas, estamos numa posição muito confortável e muito positiva”, disse à Lusa Ana Simões, pró-reitora da instituição.

O ‘ranking’ de Leiden 2017, hoje divulgado, analisou a produção científica de 902 universidades de todo o mundo entre 2012 e 2015, sendo a ULisboa a instituição portuguesa melhor classificada entre as seis universidades nacionais contempladas na lista.

A Universidade de Lisboa ocupa o 117.º lugar a nível global e o 31.º se forem consideradas apenas as instituições europeias.

A instituição é seguida de perto pela Universidade do Porto, que ocupa o 143.º lugar a nível mundial e o 40.º lugar em termos europeus.

Numa análise por setor científico, a Universidade do Porto apenas ultrapassa a Universidade de Lisboa no que diz respeito a publicações na área de ciências biomédicas de saúde.

A Universidade do Porto refere, em resposta à Lusa, que os resultados das instituições portuguesas, nomeadamente as de Lisboa e Porto, demonstram que a ciência é “uma área onde o investimento público e privado deve ser considerado prioritário de forma a atingir os desejados índices de desenvolvimento económico e social do país”.

Destacando uma subida de seis lugares face ao último ‘ranking’, a Universidade do Porto diz ser “com bastante satisfação e orgulho” que verifica que a “qualidade da investigação científica produzida na Universidade do Porto tem um crescente impacto e reconhecimento internacional”.

“Mais significativo ainda é o facto de, no continente europeu, a Universidade do Porto se posicionar no 40.º lugar do ‘Leiden Ranking 2017’ (42.º em 2016), o que a par da Universidade de Lisboa comprova que a investigação produzida em Portugal é comparável com a que se realiza em alguns dos países com os mais altos níveis de investimento financeiro em Ciência”, acrescenta a instituição.

No caso da ULisboa , a pró-reitora Ana Simões não tem dúvidas de que a fusão entre a Clássica e a Técnica, ocorrida em 2013, e as “sinergias que foram capazes de se fazer” nesse contexto, são parte significativa dos resultados de produção científicos traduzidos neste ranking, mas atribui a classificação também “à qualidade dos docentes que integram neste momento a ULisboa”.

Estes resultados, referiu, trazem não só visibilidade internacional, entre alunos e académicos, mas também mais alunos internacionais, uma aposta da instituição, que tem nos estudantes brasileiros o seu maior contingente de alunos estrangeiros.

“Estamos a fazer imensos esforços no sentido da captação de alunos internacionais, nomeadamente brasileiros. Os asiáticos estão na mira. Para um aluno brasileiro ou para um aluno asiático este posicionamento pode ser muito importante. Os chineses são em geral pessoas com uma boa formação e que em geral estão interessados em vir para a Europa”, disse Ana Simões.

Em termos globais, o ‘ranking’ classifica ainda a Universidade de Coimbra na 349.ª posição, a Universidade de Aveiro na 379.ª, a Universidade do Minho na 498.ª e a Universidade Nova de Lisboa na 506.ª.

Em termos europeus, a Universidade de Coimbra surge na 123.ª posição, seguindo-se a Universidade de Aveiro na 137.ª, a Universidade do Minho na 180.ª e a Universidade Nova de Lisboa na 185.ª.

A Universidade de Harvard, dos EUA, a Universidade de Toronto, no Canadá, e a Universidade de Zhejiang, na China, são as três universidades que lideram o ‘ranking’ de Leiden 2017.

O ‘ranking’ de Leiden, refere um comunicado da ULisboa, “utiliza a base de dados científicos da Web of Science (WoS) da Thomson Reuters, centrando-se em publicações sob a forma de artigos e “reviews”, mas excluindo livros, publicações em atas de conferências e publicações em periódicos não indexados na WoS”.