A rede social Instagram decidiu proibir imagens de lesões autoinfligidas para ajudar a combater a automutilação e o suicídio, anunciou, na quinta-feira, aquela plataforma, propriedade do Facebook.

Muito recentemente, "notamos que, em relação às questões de automutilação e suicídio, não estamos atualizados e devemos fazer mais para garantir a segurança dos utilizadores", explicaram os responsáveis do Instagram num texto publicado no blogue oficial da rede social.

A plataforma de partilha de fotografias, que anteriormente proibia qualquer publicação que encorajasse ou promovesse o suicídio ou automutilação, passa agora também a remover "imagens violentas e explícitas de cortes autoinfligidos".

As fotos não vão aparecer nos resultados da pesquisa e não serão recomendadas pelos algoritmos do Instagram, que revelou estar a trabalhar com especialistas em saúde mental.

O tipo de conteúdo menos explícito não será "completamente removido porque não queremos estigmatizar ou isolar pessoas que possam estar em perigo e que tenham publicações relacionadas com atos de automutilação para pedir ajuda", pode ler-se na publicação.

O Instagram, o Twitter ou o Google, estão constantemente a tentar limitar nas suas plataformas o conteúdo considerado polémico, enquanto tentem ao mesmo tempo evitar acusações de censura.

A plataforma de partilha de fotos, que possui mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo, também pondera tomar outras medidas, como desfocar certas imagens para que elas não sejam imediatamente visíveis.